Periphery V: Djent Is Not a Genre é uma provocação direta ao rótulo “djent”, que a banda sempre rejeitou como gênero musical, lançado em 2023, com riffs palm-muted, metal progressivo moderno, djent, metalcore e muita música experimental, o álbum é ambicioso, com excelente técnica e produção, mas o excesso de duração, seu experimentalismo sem foco e letras pouco memoráveis, acaba soando inchado e disperso.
1. Wildfire: Abertura explosiva, mistura riffs pesados com groove jazzístico no meio. É o caos controlado.
2. Atropos: Atmosférica e melódica, fala sobre destino e inevitabilidade.
3. Wax Wings: Balada progressiva, melancólica, com refrão épico.
4. Everything Is Fine!: Caótica, agressiva, cheia de ironia.
5. Silhouette: Mais suave e melódica, quase pop prog, mostrando versatilidade.
6. Dying Star: Som sombrio e introspectivo, fala sobre decadência e perda.
7. Zagreus: Faixa longa e épica, cheia de polirritmias e experimentação.
8. Dracul Gras: Pesada e grooveada, com humor ácido.
9. Thanks Nobuo: Homenagem ao compositor Nobuo Uematsu (Final Fantasy), com clima épico e melódico.
Periphery V: Djent Is Not a Genre é um álbum que mostra a banda no auge da técnica, mas também dos excessos. Para fãs hardcore de prog metal, pode ser uma experiência rica e cheia de detalhes. Para quem busca impacto direto e emoção, soa como um disco inchado, pretensioso e pouco memorável, esse é um daqueles álbuns que impressiona pela habilidade, mas falha em deixar marca emocional duradoura. É mais “arte sobre o nada” do que uma obra que realmente conecta.
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